Derechos indígenas en la Constitución brasileña
vacíos y límites a la luz del constitucionalismo plurinacional boliviano (2009)
DOI:
https://doi.org/10.62530/e026007Palabras clave:
Demarcación de tierras, Pluralismo jurídico, Jurisprudencia constitucional, Autonomía indígena, Control de constitucionalidadResumen
El artículo analiza, en clave comparativa, los derechos indígenas en la Constitución brasileña de 1988, destacando vacíos y límites que se evidencian al confrontar el marco brasileño con el constitucionalismo plurinacional boliviano consolidado en la Constitución de 2009. El objetivo es demostrar que, aunque la CF/88 reconoce derechos territoriales originarios y otorga legitimación procesal a las comunidades indígenas, mantiene una asignación estatalizada del poder político y jurídico, lo que vuelve la efectividad especialmente dependiente de mediaciones administrativas y, sobre todo, de estabilización jurisprudencial. Se adopta una metodología cualitativa, de carácter bibliográfico y documental, con análisis dogmático-sistemático y hermenéutica comparativa de textos constitucionales, legislación correlata y fallos estructurantes sobre demarcación y estándares de reconocimiento territorial. Los resultados indican que la jurisprudencia brasileña alterna entre afirmaciones robustas del derecho originario y la persistencia de filtros interpretativos y probatorios capaces de restringir la protección, mientras que el arreglo boliviano explicita, a nivel constitucional, mecanismos de pluralismo jurídico y autogobierno sujetos a salvaguardas de derechos fundamentales. Se concluye que la comparación no propone un trasplante institucional, sino que identifica puntos en los que la práctica constitucional brasileña tiende a retroceder cuando la disputa se desplaza del reconocimiento de derechos a conflictos sobre competencias, autoridad y coordinación institucional.
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