Os Cuidados paliativos não é sinônimo de morte, mas de uma nova perspectiva de direito à saúde

Autores

DOI:

https://doi.org/10.62530/rbdc25p492

Palavras-chave:

Paliativo, Príncipios, Qualidade de vida, Empatia, Humanizado

Resumo

Com o aumento da expectativa de vida e o número crescente de pessoas com doenças crônicas, a necessidade dos cuidados paliativos se intensifica, uma vez que seu foco está em promover e valorizar a qualidade de vida tanto dos pacientes quanto de seus familiares. O objetivo geral é investigar e romper a visão limitada de cuidados paliativos como sinônimo de morte, reconhecendo em uma nova perspectiva a importância do cuidado integral para a promoção da qualidade de vida de pacientes com doenças graves, crônicas, em todas as etapas da doença. Mediante objetivos específicos, tais como: a) explorar os conceitos de cuidados paliativos e a sua exposição relacionada aos direitos de saúde integral; b) verificar a visão tradicional e abrangente sobre a morte nos cuidados paliativos; c) verificar os impactos que os cuidados paliativos proporcionam a qualidade de vida dos pacientes. Trata-se de um estudo de revisão bibliográfica fundamentado pela investigação e análise de dados já existentes na literatura. Em fontes provenientes de base de dados, periódicos, plataformas universitárias e livros. Os artigos analisados durante o estudo foram selecionados entre os anos de 2019 a 2025. O impacto dos cuidados paliativos para os pacientes é multifacetado, sendo que, através dessa abordagem que procura-se garantir uma melhor qualidade de vida a eles e a atenção integral à saúde como um direito. Um dos pontos fundamentais para o processo deste cuidado integral é enfatizar a vida plena até o fim, ao invés de prolongar a vida a qualquer valor.

Biografia do Autor

  • Mônica Alves de Lima, Universidade Santa Cecília

    Enfermeira. Mestranda em Direito da Saúde pela Universidade Santa Cecília (UNISANTA). Especialista em Unidade de Terapia Intensiva Adulto, Infantil e Neonatal; Estratégia da Saúde da Família; Docência em Enfermagem; Enfermagem em Dermatologia e Estética; e Gestão de Saúde Pública e Hospitalar. Pós-graduada em Urgências e Emergências. Habilitada em Podiatria e Laserterapia. Atuante nos Cuidados da Saúde Indígena e em Cuidados Paliativos. 

  • Amélia Cohn, Universidade Santa Cecília

    Doutora em Sociologia pela Universidade de São Paulo (1980), com mestrado e graduação na mesma área e instituição. Professora associada da USP (1992) e atualmente docente do Mestrado em Direito da Saúde da Universidade Santa Cecília (UNISANTA). Atua nas áreas de políticas de saúde no Brasil e América Latina, combate à pobreza e proteção social. É membro da Associação Brasileira de Saúde Coletiva e sócia do Centro Internacional Celso Furtado. Recebeu, em 1995, a comenda da Ordem do Rio Branco. Foi presidente e pesquisadora do CEDEC. Autora, entre outras obras, de Cartas ao Presidente Lula – Bolsa Família e Direitos Sociais. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/2371365646248988. E-mail: cohn.amel@gmail.com

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2025-12-28

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Artigos

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LIMA, Mônica Alves de; COHN, Amélia. Os Cuidados paliativos não é sinônimo de morte, mas de uma nova perspectiva de direito à saúde. Revista Brasileira de Direito Constitucional, [S. l.], v. 25, p. 492–506, 2025. DOI: 10.62530/rbdc25p492. Disponível em: https://rbdc.com.br/revista/article/view/416. Acesso em: 1 jan. 2026.